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                                            [0] => O artigo analisa as instituições de informação, especificamente museus e bibliotecas, como dispositivos culturais. As teorias de Foucault e Agamben para definir o dispositivo como uma rede que captura e orienta condutas e discursos são as referências para a argumentação. O texto destaca que, historicamente, essas instituições atuaram na consolidação da racionalidade capitalista e do colonialismo, promovendo uma hegemonia simbólica europeia e o apagamento de culturas consideradas "inferiores". Contudo, o texto argumenta que esses espaços também oferecem brechas para a resistência e descolonização. São apresentadas experiências empíricas que rompem com modelos tradicionais. Em Medellín (Colômbia), são apresentadas bibliotecas públicas que atuam na coleta de memórias locais e patrimonialização de saberes comunitários. Em São Paulo e no Rio de Janeiro (Brasil) são abordados exemplos de museus que trabalham com comunidades de favelas e utilizam o território e a vivência dos moradores como acervo principal para contestar narrativas oficiais. O estudo combina pesquisa de campo, documental e discussão bibliográfica. O texto conclui que a integração entre os campos museal e bibliotecário possui uma potência latente para fortalecer a coletividade e decolonizar imaginários, transformando instituições em "laboratórios culturais" voltados à emancipação social.
                                            [1] => The article analyzes information institutions, specifically museums and libraries, as cultural apparatuses. The theories of Agamben, supported by his reads of foucaultian literature, which define an apparatus as a network that captures and guides conduct and discourse, serve as the references for the argument. The text highlights that, historically, these institutions acted in the consolidation of capitalist rationality and colonialism, promoting European symbolic hegemony and the erasure of cultures considered "inferior". However, the text argues that these spaces also offer openings for resistance and decolonization. Empirical experiences that break with traditional models are presented. In Medellín (Colombia), public libraries are introduced, which act in the collection of local memories and the transformation of community knowledge into heritage. In São Paulo and Rio de Janeiro (Brazil), examples of museums that work with favela communities are discussed, using the territory and the residents' life experiences as the main collection to challenge official narratives. The study combines field research, documentary analysis, and bibliographic discussion. The text concludes that the integration between the museum and library fields possesses a latent power to strengthen collectivity and decolonize imaginaries, transforming institutions into "cultural laboratories" aimed at social emancipation.
                                            [2] => O artigo analisa as instituições de informação, especificamente museus e bibliotecas, como dispositivos culturais. As teorias de Foucault e Agamben para definir o dispositivo como uma rede que captura e orienta condutas e discursos são as referências para a argumentação. O texto destaca que, historicamente, essas instituições atuaram na consolidação da racionalidade capitalista e do colonialismo, promovendo uma hegemonia simbólica europeia e o apagamento de culturas consideradas "inferiores". Contudo, o texto argumenta que esses espaços também oferecem brechas para a resistência e descolonização. São apresentadas experiências empíricas que rompem com modelos tradicionais. Em Medellín (Colômbia), são apresentadas bibliotecas públicas que atuam na coleta de memórias locais e patrimonialização de saberes comunitários. Em São Paulo e no Rio de Janeiro (Brasil) são abordados exemplos de museus que trabalham com comunidades de favelas e utilizam o território e a vivência dos moradores como acervo principal para contestar narrativas oficiais. O estudo combina pesquisa de campo, documental e discussão bibliográfica. O texto conclui que a integração entre os campos museal e bibliotecário possui uma potência latente para fortalecer a coletividade e decolonizar imaginários, transformando instituições em "laboratórios culturais" voltados à emancipação social.
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