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                    [0] => Quando a memória se torna algoritmo: ressuscitação digital, direito à imagem e representação póstuma@pt
                    [1] => WHEN MEMORY BECOMES AN ALGORITHM: DIGITAL RESURRECTION, IMAGE RIGHTS, AND POSTHUMOUS REPRESENTATION: ressuscitação digital, direito à imagem e representação póstuma@en
                    [2] => CUANDO LA MEMORIA SE CONVIERTE EN ALGORITMO: RESURRECCIÓN DIGITAL, DERECHO A LA IMAGEN Y REPRESENTACIÓN PÓSTUMA: ressuscitação digital, direito à imagem e representação póstuma@es
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                    [0] => A crescente utilização da inteligência artificial (IA) tem intensificado debates jurídicos acerca de seus impactos sobre os direitos da personalidade, especialmente no contexto da chamada ressuscitação digital, caracterizada pela recriação da imagem e da voz de pessoas falecidas. No campo audiovisual, essas práticas evidenciam tensões entre inovação tecnológica, memória social e proteção da dignidade humana. Diante desse cenário, o presente artigo tem como objetivo analisar se a utilização de um holograma desenvolvido por IA para homenagear a cantora Paulinha Abelha, falecida em 2022, durante a gravação de um DVD da banda Calcinha Preta, em 2023, configura violação aos direitos da personalidade no ordenamento jurídico brasileiro. Metodologicamente, a pesquisa adota o estudo de caso como método de investigação, com coleta de dados realizada por meio de reportagens jornalísticas e do material audiovisual disponibilizado em plataforma digital, aliado à revisão de literatura especializada sobre direitos da personalidade, inteligência artificial, ressuscitação digital, deepfake, memória e representação póstuma. A discussão centra-se na análise dos limites jurídicos da representação póstuma mediada por IA, considerando a ausência de regulamentação específica no direito brasileiro e a necessidade de interpretação à luz dos princípios constitucionais. Como resultados, identificou-se que, embora a recriação digital com finalidade de homenagem possa ser compreendida como mecanismo de preservação da memória, ela pode gerar riscos à tutela dos direitos da personalidade, especialmente no que se refere ao uso da imagem, da voz e da identidade do indivíduo falecido. Conclui-se que a ressuscitação digital demanda critérios jurídicos claros e interpretação sistemática do ordenamento, de modo a garantir a proteção da dignidade humana mesmo após a morte.@pt
                    [1] => The increasing use of artificial intelligence (AI) has intensified legal debates regarding its impacts on personality rights, especially in the context of so-called digital resurrection, characterized by the recreation of the image and voice of deceased individuals. In the audiovisual field, these practices highlight tensions between technological innovation, social memory, and the protection of human dignity. In this context, this article aims to analyze whether the use of an AI-developed hologram to pay tribute to the singer Paulinha Abelha, who passed away in 2022, during the recording of a DVD by the band Calcinha Preta in 2023, constitutes a violation of personality rights under the Brazilian legal system. Methodologically, the research adopts the case study as its method of investigation, with data collection carried out through journalistic reports and audiovisual material made available on digital platforms, combined with a review of specialized literature on personality rights, artificial intelligence, digital resurrection, deepfake, memory, and posthumous representation. The discussion focuses on analyzing the legal limits of AI-mediated posthumous representation, considering the absence of specific regulation in Brazilian law and the need for interpretation in light of constitutional principles. The results indicate that, although digital recreation for commemorative purposes may be understood as a mechanism for preserving memory, it can pose risks to the protection of personality rights, particularly regarding the use of the image, voice, and identity of the deceased individual. It is concluded that digital resurrection requires clear legal criteria and a systematic interpretation of the legal framework in order to ensure the protection of human dignity even after death.@en
                    [2] => El creciente uso de la inteligencia artificial (IA) ha intensificado los debates jurídicos sobre sus impactos en los derechos de la personalidad, especialmente en el contexto de la denominada resurrección digital, caracterizada por la recreación de la imagen y la voz de personas fallecidas. En el ámbito audiovisual, estas prácticas ponen de manifiesto tensiones entre la innovación tecnológica, la memoria social y la protección de la dignidad humana. En este escenario, el presente artículo tiene como objetivo analizar si la utilización de un holograma desarrollado mediante IA para homenajear a la cantante Paulinha Abelha, fallecida en 2022, durante la grabación de un DVD de la banda Calcinha Preta en 2023, constituye una violación de los derechos de la personalidad en el ordenamiento jurídico brasileño. Metodológicamente, la investigación adopta el estudio de caso como método de análisis, con la recolección de datos realizada a través de reportajes periodísticos y material audiovisual disponible en plataformas digitales, junto con una revisión de la literatura especializada sobre derechos de la personalidad, inteligencia artificial, resurrección digital, deepfake, memoria y representación póstuma. La discusión se centra en el análisis de los límites jurídicos de la representación póstuma mediada por IA, considerando la ausencia de una regulación específica en el derecho brasileño y la necesidad de una interpretación a la luz de los principios constitucionales. Como resultados, se identificó que, aunque la recreación digital con fines de homenaje puede entenderse como un mecanismo de preservación de la memoria, también puede generar riesgos para la protección de los derechos de la personalidad, especialmente en lo que respecta al uso de la imagen, la voz y la identidad de la persona fallecida. Se concluye que la resurrección digital requiere criterios jurídicos claros y una interpretación sistemática del ordenamiento jurídico, a fin de garantizar la protección de la dignidad humana incluso después de la muerte@es
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