Array
(
    [responseDate] => 2024-11-19T12:18:14Z
    [request] => https://cienciadainformacaoexpress.ufla.br/index.php/revista/oai
    [GetRecord] => SimpleXMLElement Object
        (
            [record] => SimpleXMLElement Object
                (
                    [header] => SimpleXMLElement Object
                        (
                            [identifier] => oai:cienciadainformacaoexpress.ufla.br:article/18
                            [datestamp] => 2023-04-04T16:53:23Z
                            [setSpec] => Array
                                (
                                    [0] => revista:NC
                                    [1] => driver
                                )

                        )

                    [metadata] => SimpleXMLElement Object
                        (
                            [dc] => SimpleXMLElement Object
                                (
                                    [title] => Lei Geral de Proteção de Dados na prática: o que muda para as bibliotecas
                                    [creator] => Angelo, Edna da Silva
                                    [description] => Bem-vindos ao fim da cultura de coleta excessiva de dados! A lei 13.709/2018, Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), estabelece novas regras para empresas e órgãos públicos no que diz respeito ao tratamento dos dados pessoais no Brasil, inclusive nos meios digitais.
Para as bibliotecas, o primeiro desafio desse marco regulatório se encontra na reflexão da pluralidade de informações dos usuários. Os sistemas de cadastro costumam ter endereço, CPF, identidade, foto, cor, estado civil, entre outros. A maioria se enquadra na categoria “pessoais”; outros, na categoria "sensíveis", demandando maior amparo, pois podem desencadear constrangimento à pessoa diante de eventual violação de privacidade.
Desde que os dados chegam à instituição, passam a ser responsabilidade dela. Assim, busca-se ajuizar o que está sendo coletado e por qual motivo; quais são essenciais e quais são desnecessários. A finalidade não pode ser genérica ou indeterminada. Conforme hipóteses elencadas na LGPD, o tratamento somente poderá ser realizado mediante:

Fornecimento de consentimento pelo titular;
Cumprimento de obrigação legal ou regulatória;
Implemento de políticas públicas;
Realização de estudos por órgão de pesquisa;
Efetivação de contrato do qual seja parte o titular;
Exercício regular de direitos em processo judicial, administrativo ou arbitral;
Proteção à vida;
Tutela à saúde;
Atendimento dos interesses legítimos para a execução da atividade;
Garantia da prevenção à fraude e à segurança do titular.

Não existe coleta lícita sem finalidade. Aqui não cabe o mero “porque sempre foi assim” e pode ser possível que a biblioteca, assim como a grande maioria das entidades públicas e privadas, tenha que passar por uma transformação nas práticas e costumes para se adequar à legislação.
As justificativas devem ser apontadas de forma específica, e a boa-fé, a necessidade e a proporcionalidade devem ser observadas. O conceito de “quanto mais informação melhor” será substituído para o “mínimo necessário” pela exposição de riscos de incidentes que abarcam possível perda, alteração e vazamento.
Observa-se que a lei é recente. Assim, não deve haver julgamentos por atitudes passadas. Não existe certo ou errado no processo, pois até então não havia obrigação legal de se pensar a respeito. Todos os processos estão adequando-se às exigências legais.
É preciso avançar não somente porque foi criada mais uma lei, mas sim porque é algo que resguarda os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade. A LGPD inaugura uma nova cultura, sendo, de fato, útil. Sua aplicação é urgente, se queremos melhorar o dia a dia de cada um de nós.
                                    [publisher] => Universidade Fedaral de Lavras
                                    [date] => 2021-02-12
                                    [type] => Array
                                        (
                                            [0] => info:eu-repo/semantics/article
                                            [1] => info:eu-repo/semantics/publishedVersion
                                        )

                                    [format] => application/pdf
                                    [identifier] => Array
                                        (
                                            [0] => https://cienciadainformacaoexpress.ufla.br/index.php/revista/article/view/18
                                            [1] => 10.60144/v2i.2021.18
                                        )

                                    [source] => Array
                                        (
                                            [0] => Ciência da Informação Express; v. 2 (2021); 1-3
                                            [1] => 2675-8717
                                        )

                                    [language] => por
                                    [relation] => https://cienciadainformacaoexpress.ufla.br/index.php/revista/article/view/18/70
                                    [rights] => Array
                                        (
                                            [0] => Copyright (c) 2021 Edna da Silva Angelo
                                            [1] => https://creativecommons.org/licenses/by/4.0
                                        )

                                )

                        )

                )

        )

)