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[0] => Nas últimas décadas, as manifestações do espetáculo nos museus foram associadas ao fenômeno de espetacularização da sociedade, notadamente por suas consequências: a alienação, a massificação, o simulacro e o consumo acrítico. Embora o tema tenha se popularizado na década de 1960, com a publicação de A Sociedade do Espetáculo, de Guy Debord, sua análise crítica continua relevante e atual. Nos museus, foi somente a partir das décadas de 1980 e 90 que a espetacularização passou a ser mais debatida, com o avanço das novas tecnologias associadas aos projetos de exposição. Nesse meio, “espetáculo” e “espetacularização” costumam ser entendidos como sinônimos de “Museu-Espetáculo”. Tais acepções, porém, são ambíguas. A percepção redutora do fenômeno costuma restringi-lo à comunicação, por vezes ignorando aspectos sociais, culturais, históricos, éticos e políticos. Sob tal problemática, este trabalho relata parte das reflexões elaboradas durante pesquisa de doutorado em Museologia e Patrimônio, que teve como objetivo analisar o Museu-Espetáculo como fenômeno social e cultural. Partiu-se de pesquisa qualitativa, exploratória e explicativa-observacional. Sugere-se que o Museu-Espetáculo é um fenômeno comum a qualquer museu. Considera-se que a ontogênese do espetáculo, como fenômeno cultural, se manifesta como “ancestral comum” a diversas formas de expressão, dentre elas o museu e o teatro. Entretanto, por sua ambiguidade, o Museu-Espetáculo tanto pode servir à indústria do turismo e do entretenimento como se estabelecer como dispositivo de mediação e socialização crítica e emancipadora sobre as “realidades” sociais, políticas, culturais e ambientais. Palavras-chave: Museu-Espetáculo; museu e museologia; espetacularização.@pt
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a) Autores mantém os direitos autorais sobre o trabalho, permitindo à conferência colocá-lo sob uma licença Licença Creative Commons Attribution, que permite livremente a outros acessar, usar e compartilhar o trabalho com o crédito de autoria e apresentação inicial nesta conferência.
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